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No Brasil que não respira “é tudo pra ontem”
Pandemia de fumaça, seca e calor traz de volta os versos
de Emicida que nos acolheram nos anos da covid
O desânimo que toma conta de mim está espelhado nos olhos de quem encontro nestes dias de fumaça e fogo.
Escrevo do centro de São Paulo, quando a temperatura atinge 34 graus e a umidade despenca para menos de 20%. “Já houve dias piores”, me lembra o vizinho, “esse agora é o novo normal”.
Agora a gente entra e sai, mas sem respirar, morrendo a cada dia um pouquinho no fogo que queima de norte a sul, de leste a oeste, destruindo nossas riquezas compartilhadas. “Viver é partir, voltar e repartir, morte é quando a tragédia vira um costume”, canta Emicida em É tudo pra ontem.
É uma tragédia sem fronteiras, como a covid, e dessa vez não podemos apontar para um vírus nem apelar para as vacinas.
Os culpados somos nós. Mesmo que sejam “os outros” a botar o fogo, há quanto tempo consentimos?
Nesse texto, há uma estratégia argumentativa de comparação utilizada para alertar sobre a gravidade do problema abordado. Essa estratégia revela-se no trecho:
A) “Já houve dias piores”.
B) “esse agora é o novo normal”.
C) “morte é quando a tragédia vira um costume”.
D) “É uma tragédia sem fronteiras, como a covid”.
E) “há quanto tempo consentimos?”.
São 1200 questões de 2009 a 2025, de todas as aplicações, arrumadas por assuntos e habilidades e ainda com percentual de acertos na prova ou nível de dificuldade.
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