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Maria Manuela foi bordar no sofá. Ela ainda tinha três filhas para casar, e agora estava sem marido. Ainda bem que Manuela já tinha o Joaquim. Logo que a maldita guerra acabasse, ficavam noivos e casavam sem demora. Era um compromisso a menos. E depois, Antônio, quando voltasse, ajudaria a achar bom partido para as outras duas manas. Mas agora Antônio estava nos arredores de Porto Alegre, naquele sítio interminável que os rebeldes impunham à cidade. E Maria Manuela rezava por ele todos os dias, apegava-se às suas santas, fazia promessas complicadas, jejuava. Tinha perdido o marido, mas seu filho querido, esse, nem que ela tivesse de queimar todas as velas do Rio Grande, esse voltava para casa são e salvo. Pegou a agulha e recomeçou o trabalho de onde o tinha deixado na noite anterior. Era uma toalha de mesa, para o enxoval de Manuela.
Nesse trecho do romance, o narrador expõe as preocupações de Maria Manuela em relação aos filhos, enfatizando valores
relacionados à
A) viuvez como causa de solidão da matriarca.
B) obrigação materna de preparar o enxoval das filhas.
C) visão do matrimônio como garantia de estabilidade financeira.
D) dependência dos filhos homens para planejar o futuro familiar.
E) adesão das mulheres à religiosidade como recurso de segurança.
São 1200 questões de 2009 a 2025, de todas as aplicações, arrumadas por assuntos e habilidades e ainda com percentual de acertos na prova ou nível de dificuldade.
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