Quero me lambuzar nos mares negros para não me perder, conseguir chegar no meu destino.
Não quero ser parda, mulata Sou afro-brasileira-mineira. Bisneta de uma princesa de Benguela.
Não serei refém de valores que não me pertencem. Quero sentir meu coração como um tição.
Não vou deixar que o mito do fogo entre as pernas iluda e desvie homens e mulheres daqui por diante.
CRUZ, A. E… Feito luz. Florianópolis: ND, 2006.
Nesse poema, o jogo entre afirmações e negações reflete a expressividade de um eu lírico que
A) recusa imposições historicamente forjadas. B) desenha sua identidade por meio da memória. C) resgata heranças míticas do território africano. D) reivindica o reconhecimento de sua feminilidade. E) rejeita a noção de emotividade associada a gênero.
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