Não me chame de “índio” porque Esse nome nunca me pertenceu Nem como apelido quero levar Um erro que Colombo cometeu. Por um erro de rota Colombo em meu solo desembarcou E no desejo de às Índias chegar Com o nome de “índio” me apelidou. […] Chegou tarde, eu já estava aqui Caravela aportou bem ali Eu vi “homem branco” subir Na minha Uka me escondi. […] “Índio” eu não sou. Sou Kambeba, sou Tembé Sou Kokama, sou Sataré Sou Guarani, sou Arawaté Sou Tikuna, sou Suruí Sou Tupinambá, sou Pataxó Sou Terena, sou Tukano Resisto com raça e fé.
KAMBEBA, M. Ay Kakyri Tama: eu moro na cidade. São Paulo: Pólen, 2018 (fragmento).
Em relação aos povos originários, os textos I e II aproximam-se ao
A) enaltecer sua identidade. B) detalhar sua formação cultural. C) reconhecer o avanço de seus direitos. D) defender a demarcação de suas terras. E) criticar o modo como são denominados.
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