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A escrava
Senti-me tocada de veneração em presença daquele amor filial, tão singelamente manifestado.
— Sigamos, então, — tornei eu.
Gabriel caminhava tão apressadamente que eu mal podia acompanhá-lo.
Em menos de quinze minutos transpúnhamos o umbral da casinha, que há dois dias apenas eu habitava.
Eu bem conhecia a gravidade do meu ato: recebia em meu lar dois escravos foragidos, e escravos talvez de algum poderoso senhor; era expor-me à vindita da lei; mas em primeiro lugar o meu dever, e o meu dever era socorrer aqueles infelizes.
Sim, a vindita da lei; lei que infelizmente ainda perdura, lei que garante ao forte o direito abusivo, e execrando de oprimir o fraco.
Mas, deixar de prestar auxílio àqueles desgraçados, tão abandonados, tão perseguidos, que nem para a agonia derradeira, nem para transpor esse tremendo portal da Eternidade, tinham sossego, ou tranquilidade! Não.
Tomei com coragem a responsabilidade do meu ato: a humanidade me impunha esse santo dever.
Nesse fragmento, o ponto de vista da narradora inova na tradição observada no romance romântico, pois
A) contradiz o ufanismo nacionalista vigente.
B) aborda um tema deliberadamente silenciado.
C) questiona a vulnerabilidade dos personagens.
D) reconhece a gravidade da insubmissão às leis.
E) expressa o sofrimento ante a iminência da morte.
São 1200 questões de 2009 a 2025, de todas as aplicações, arrumadas por assuntos e habilidades e ainda com percentual de acertos na prova ou nível de dificuldade.
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