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A Língua Brasileira de Sinais (Libras) passou a ser “reconhecida como meio legal de comunicação e expressão” há 21 anos e, segundo dados da World Federation of the Deaf (WFD), o Brasil é um entre os 76 países que têm sua língua de sinais nacional.
Ainda que a Libras seja considerada a língua oficial da comunidade surda no Brasil, outras línguas de sinais se desenvolveram em pequenas comunidades espalhadas pelo país. “A gente chama de línguas minoritárias, línguas familiares, línguas de microcomunidades surdas. Um exemplo são as línguas de sinais indígenas. Nas comunidades indígenas que têm muitos
surdos, a gente tem documentado línguas de sinais, como os Ka’apor no Maranhão”, explica uma pesquisadora da Unesp.
Ela destaca, no entanto, que essas línguas correm o risco de desaparecer à medida que a comunidade que as utiliza deixa
de crescer ou passa a utilizar a Libras. “Toda língua que se extingue é uma riqueza da nossa diversidade que se perde,
porque, quando uma língua morre, morre com ela algum tipo de conhecimento, uma tecnologia”.
A pesquisadora lembra, ainda, a importância de se desenvolverem pesquisas para a identificação e a compreensão
tanto das línguas de sinais de microcomunidades surdas como das variações da Libras.
De acordo com esse texto, pesquisas sobre as línguas de sinais são importantes porque
A) promovem a universalização da Libras em território nacional.
B) valorizam a diversidade linguística das comunidades surdas no Brasil.
C) fomentam o ensino dessas línguas em comunidades indígenas no país.
D) garantem a efetivação de políticas públicas nacionais de inclusão social.
E) colaboram para o aumento do uso de tecnologias no aprendizado da Libras.
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