O nada e o não, ausência alguma, borda em mim o empecilho. Há tempos treino o equilíbrio sobre esse alquebrado corpo, e, se inteira fui, cada pedaço que guardo de mim tem na memória o anelar de outros pedaços. E da história que me resta estilhaçados sons esculpem partes de uma música inteira. Traço então a nossa roda gira-gira em que os de ontem, os de hoje, e os de amanhã se reconhecem nos pedaços uns dos outros. Inteiros.
EVARISTO, C. Poemas de recordação e outros movimentos. Rio de Janeiro: Malê, 2017.
Nesse poema, a expressividade construída pelo eu lírico remete ao(à)
A) resignação ante uma realidade fragmentada. B) esquecimento de dores passadas. C) evocação de uma memória coletiva. D) ressignificação de um projeto político. E) fortalecimento de sentimentos particulares.
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